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#DiadoBasta: Dia Nacional pela educação e contra a corrupção

01/07/2011 em Notícias por moah sousa

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Protestos dia 2 de julho


Porto Alegre
Local: Parque Moinhos de Vento (Parcão)
Horário- 14h

Sãop Paulo
Local: Av. Paulista/MASP
Horário – 14h

Campo Grande

Local: concentração no estacionamento do Yotedy/ Parque das Nações Indigenas
Horário- 9h

Salvador

Local: Concentração na Lapinha Horário: 8h30

Rio de Janeiro
Local: Praia de Copacabana/Posto 6
Horário: 14h

Belo Horizonte
Local: Praça da Rodoviária
Horário: 14h

Vitória
Local: Praça dos Namorados
Horário: 14h

Florianópolis

Local: Trapiche Beira-Mar
Horário: 14h

Mais informações:

http://diadobasta.blogspot.com/

Monitor de escândalos no Congresso

22/06/2011 em Notícias por moah sousa

Fernando Rodrigues, do jornal Folha de São Paulo, lista os principais casos de desvio de conduta dentro da Câmara e do Senado em 2011.

Acompanhe os escândalos

  1. Senador Gim Argello (PTB) dá prêmios fantasmas no DF
  2. Três deputados faltam a mais da metade das sessões
  3. Câmara gasta R$ 5 milhões com “deputados de verão”
  4. Gim Argello (PTB-DF) emprega namorada do filho em seu gabinete
  5. Argello (PTB-DF) faz emenda de R$ 3 milhões que valoriza terras de seu filho
  6. Senadores excedem limite mensal de passagens
  7. Congresso gasta R$ 88 milhões com ex-deputados e viúvas
  8. Senado só esteve completo para absolver Renan Calheiros (PMDB-AL)
  9. Senadores recebem mais que o teto do funcionalismo público
  10. Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é relacionado a gastança em Furnas
  11. Congresso recebeu mais dinheiro do Planalto antes da eleição
  12. “Prefeitos” do Congresso são investigados no STF
  13. Deputados deixam o cargo, mas mantêm salário
  14. Presidente da Câmara quer aumentar cargos sem concurso na Casa
  15. Gilvan Borges (PMDB-AP) é acusado de comprar testemunhas para derrubar Capiberibe (PSB-AP)
  16. No Senado, PR emprega mulher de ministro do TCU
  17. Acre favoreceu empresa ligada ao senador Jorge Viana (PT-AC), diz PF
  18. Senado prefere empresa denunciada por superfaturamento
  19. Congressistas sem mandato têm aposentadorias de, pelo menos, R$ 7 mil
  20. Deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) é associada ao mensalão do DEM
  21. Paulinho da Força (PDT-SP) é condenado por improbidade administrativa
  22. PMDB tem sede na Câmara sem pagar aluguel
  23. Envolvidos em escândalos estão no Conselho de Ética da Câmara
  24. Empresa monta ‘puxadinho’ no Senado
  25. Deputados vigiam seus próprios financiadores
  26. Jair Bolsonaro (PP-RJ) é acusado de homofobia e racismo
  27. Sarney renomeia incentivador do nepotismo no Senado
  28. João Ribeiro (PR-TO) escraviza trabalhadores, diz TST
  29. Tiririca (PR-SP) emprega amigos e paga resort com dinheiro público
  30. No Senado, funcionários batem ponto e vão para casa
  31. Congresso gasta mais em época de contenção
  32. Marco Maia (PT-RS) inclui Real x Barça em viagem oficial
  33. Senado troca carros e dá iPhones para senadores
  34. Romário (PSB-RJ) emprega modelo e amigo com dinheiro da Câmara
  35. Câmara gasta R$ 10 milhões a mais em apartamentos funcionais
  36. Senado alega ‘emergência’ para não licitar
  37. Senador emprega suspeito de contratar fantasma
  38. Senador Requião (PMDB-PR) arranca gravador da mão de repórter no Senado
  39. Senadores dispensam funcionários de bater ponto
  40. Senado expulsa ‘CQC’ após pergunta incômoda a Renan Calheiros (PMDB-AL)
  41. Em 3 meses, senadores acumulam 274 faltas
  42. Senado premia servidores sem avaliar trabalho realizado
  43. Denúncias contra congressistas no STF envolvem 350 crimes
  44. PF indica relação de Gilvam Borges (PMDB-AP) na morte de índios
  45. Sarney (PMDB-AP) oferece jantar de R$ 24 mil com dinheiro do Senado
  46. Romário (PSB-RJ) responde em caso de crime ambiental no STF
  47. Lobista acusa Romero Jucá (PMDB-RR) de fazer caixa 2 e usar laranjas
  48. Câmara gasta R$ 500 mil com diárias no exterior
  49. Senado tentou apagar impeachment de Collor de sua história
  50. Câmara propõe inventar cargos para agradar a partidos

Painel sobre impeachment de Collor volta ao Senado

31/05/2011 em Notícias por moah sousa

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A assessoria de imprensa da Presidência do Senado divulgou nota à imprensa informando que o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), determinou a volta do painel sobre o impeachment de Fernando Collor à galeria Túnel do Tempo. O corredor de acesso entre o prédio principal do Senado e o Anexo 2 abriga a mostra que conta, em 16 painéis, a história do Senado desde a sua instalação, em 1826, até os dias atuais. O espaço integra o roteiro da visita guiada ao Congresso Nacional.

A nova galeria foi inaugurada na segunda-feira sem o painel sobre o impeachment, ocorrido em 1992. A nota diz que a inclusão do painel ocorreu “diante da repercussão verificada pelo conteúdo da exposição inaugurada ontem no Túnel do Tempo”, aponta que Sarney não é “o autor nem o curador da exposição – feita por organismo especializado da Casa” – e que o senador “determinou a inclusão do episódio do impeachment do presidente Fernando Collor na linha de eventos na referida mostra”.

Ontem, Sarney havia dito que a ausência do painel era justificável pois o impeachment teria sido “apenas um acidente” e que “não é tão marcante” como outros episódios retratados na mostra. “Não posso censurar os historiadores que foram encarregados de fazer a história. Agora, eu acho que talvez esse episódio seja apenas um acidente e não devia ter acontecido na história do Brasil. Não é tão marcante como foram os fatos que aqui estão contados, que construíram a história, e não os que, de certo modo, não deviam ter acontecido”, afirmou.

A Secretaria de Comunicação do Senado, responsável pela confecção dos novos painéis, havia dito ainda que o foco da exposição é mostrar o trabalho do Poder Legislativo, e não os fatos da história brasileira. Fernando Collor voltou à política e hoje é senador de Alagoas pelo PRTB.

JB Online

Sarney exclui impeachment de Collor da galeria de imagens do Senado

31/05/2011 em Notícias por moah sousa

O Senado excluiu o processo de impeachment do ex-presidente e senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) da galeria de imagens da Casa, que conta a história da instituição desde o império até os dias atuais.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), minimizou o fato e disse que o impeachment “não é tão marcante” e “talvez fosse um acidente que não devia ter acontecido na história do Brasil”.

O espaço foi reinaugurado na segunda-feira, 30, e é chamado de “túnel do tempo”. A galeria fica entre o plenário e as alas dos gabinetes dos senadores. Em 2007, às vésperas da posse de Collor no Senado, a Casa já havia retirado às referências ao caso, mas depois recuou e devolveu as imagens.

A galeria anterior trazia imagens de passeatas dos caras pintadas que lutaram pelo impeachment de Collor. O painel ainda dizia que em dezembro de 1992 o Senado aprovou a perda do cargo de Collor e de seus direitos políticos.

O novo “túnel do tempo” foi elaborado pela Subsecretaria de Criação e Marketing. Nenhum servidor da secretaria ainda se manifestou sobre o caso. O painel que trata dos fatos de 1990 cita projetos aprovados pela Casa como o tratamento gratuito de HIV e o Estatuto das Micros e Pequenas Empresas.

Também não há referências a crises enfrentadas pelo Senado como a cassação do ex-senador Luiz Estevão, a renúncia do então presidente Jader Barbalho (PMDB-PA) para fugir do processo de cassação, além dos pedidos de cassação de Sarney e Renan Calheiros (PMDB-AL).

Questionado sobre a retirada do impeachment de Collor, Sarney disse que o episódio não deveria ter ocorrido.

“Não posso censurar os historiadores que foram encarregados de fazer a história. Agora, eu acho que talvez esse episódio seja apenas um acidente e não devia ter acontecido na história do Brasil. Não é tão marcante como foram os fatos que aqui estão contados, que construíram as história e não os que de certo modo não deviam ter acontecido.”

Collor renunciou ao mandato de presidente em 1992 para não sofrer o impeachment.

Fonte: UOL

Pelo menos oito dos 15 integrantes do Conselho de Ética do Senado devem explicações ao STF

27/04/2011 em Notícias por moah sousa

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Por Adriana Vasconcelos/ O Globo

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), garantiu a leitura da lista dos novos integrantes do Conselho de Ética da Casa. Dos 15 titulares que tomam posse nesta quarta-feira, indicados pelos partidos para compor o órgão de caráter disciplinar, encarregado de zelar pela observância dos preceitos de ética e decoro parlamentar, oito são figuras polêmicas que respondem a processos ou inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Entre eles estão Renan Calheiros (PMDB-AL), Valdir Raupp (PMDB-RO) e Gim Argello (PTB-DF).

O senador Lobão Filho (PMDB-MA), outro titular indicado para compor o Conselho de Ética, saiu em defesa do líder de seu partido:

- Renan, no meu entendimento, tem capacidade técnica e moral para assumir qualquer cargo no Senado. Sofrer um julgamento em qualquer instância e ser inocentado, lhe permite qualquer coisa. E ele não só foi absolvido duas vezes pelo plenário, como também pelo povo do seu estado, que o reelegeu no ano passado.

Lobão acrescentou que recebeu a missão de compor o Conselho de Ética a contragosto.

- É uma missão extremamente desagradável. Julgar seu par não é fácil nunca. Sempre tem um componente emocional.

O Conselho de Ética deverá ser instalado nesta quarta-feira, às 11h. O senador João deverá ser eleito presidente do Conselho pela terceira vez. Em todas as ocasiões que ocupou o cargo ajudou a salvar companheiros de partido. Em 2001, por exemplo, apresentou um voto em separado contra a cassação do ex-senador Jáder Barbalho (PMDB-PA), que acabou renunciando ao mandato temendo perder os direitos políticos.

- O líder me comunicou nesta terça-feira que eu seria presidente do Conselho. Será a terceira vez. Para assumir essa missão é preciso ter muito equilíbrio. Quando estamos cortando na própria carne, não dá para fazer nada de maneira açodada. Afinal, recebemos denúncias de todos os lados – observou João Alberto, que adiantou que não pretende tomar nenhuma iniciativa contra Requião – Ao contrário da Corregedoria do Senado, o Conselho precisa ser provocado para agir.

Já o senador Vital do Rego (PMDB-PB) será o novo Corregedor do Senado. O cargo estava vago desde a morte do senador Romeu Tuma, no ano passado. Assim sendo, caberá a ele responder a representação protocolada pelo Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal contra Requião.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/04/26/pelo-menos-oito-dos-15-integrantes-do-conselho-de-etica-do-senado-devem-explicacoes-ao-stf-924328722.asp

Senado: uma vergonha nacional

26/04/2011 em Notícias por moah sousa

Farra do boi no Senado mostra como o dinheiro público é gasto com irresponsabilidade. Sarney diz que o Senado tem 5,2 mil servidores, Simon afirma que o total é de 13 mil, incluindo os terceirizados. Em quem você acredita? Por Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

Já comentamos no blog da “Tribuna da Imprensa” que o senador Pedro Simon (PMDB-RS) recentemente fez um discurso e denunciou que existem 13 mil funcionários por lá. Mas o presidente José Sarney (ele, sempre ele) só reconhece que o Senado tenha hoje pouco mais de 5,2 mil servidores efetivos e comissionados, além de estarem na folha de pagamento mais 2,4 mil aposentados e pensionistas, incluindo os novos inativos Gerson Camata (R$ 26,7 mil), Marco Maciel (R$ 24,4 mil), Jader Barbalho (R$ 19,2 mil) e Cesar Borges (R$ 11,4 mil), que tem aposentadorias proporcionais ao tempo do mandato.

Ninguém fala nada, mas pode-se concluir que os 5,4 mil funcionários que faltam nas contas oficiais do presidente José Sarney seriam terceirizados. Por isso, as despesas com pessoal em 2010 responderam por mais de 80% dos R$ 3 bilhões gastos pelo Senado. Esta rubrica consumiu R$ 2,543 bilhões, valor R$ 323 milhões maior que o gasto em 2009.

Mostramos aqui no blog que só na Coordenação de Transportes existe uma média de 3,5 funcionários para cuidar de cada carro. O Senado tem 89 veículos que rodam a serviço dos 81 parlamentares e representantes da Mesa Diretora. Dos 310 funcionários do transporte, 232 são ligados diretamente ao Senado e 78 outros contratados por meio de empresa terceirizada, a um custo de R$ 573 mil mensais. Isso dá um gasto de R$ 7.346 por funcionário terceirizado no setor.

É uma verdadeira farra do boi. As despesas com pessoal no Senado subiram 14,5% em 2010 e a previsão é de um crescimento de mais 11,7%, pelo Orçamento aprovado pelo Congresso para este ano. Sarney acha que está tudo certo, mas não é exatamente a conclusão dos estudos feitos pela Fundação Getulio Vargas (FGV).  Detalhe: para constatar que os recursos públicos estão sendo desperdiçados, o Senado precisou contratar (e pagar) duas vezes a  FGV para que confirmasse o que todos já sabiam. E nenhuma providência foi tomada. As contratações da FGC foram só jogo de cena, não era para valer.

O senador novato Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que faz parte da subcomissão, ficou espantado com as denúncias de Pedro Simon, que afirmou, entre outras coisas, que existem mais funcionários no Museu do Senado do que no próprio Museu Nacional. Ferraço acha que a reforma administrativa é uma oportunidade para o Senado. “Precisamos cortar na carne. Fico com sentimento de que existe gordura a ser cortada. A ideia é que o nosso trabalho na subcomissão possa ser técnico”. Quem dera.

De acordo com um relatório preparado pelo então senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) na subcomissão extinta no fim do ano passado, tudo no Senado é gigantesco. Por exemplo, 427 funcionários atuam no policiamento e segurança do Senado. Este número corresponde a 20% do efetivo da Polícia Militar em atividade durante um turno da ronda ostensiva diária de todo o Distrito Federal.

E o pior é que ainda querem contratar mais seguranças. O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), que presidiu a última subcomissão de reforma administrativa, em declarações ao jornal “Correio Braziliense” disse que havia um projeto de ampliação da Polícia Legislativa, para que os agentes prestassem serviço aos senadores até mesmo em seus estados de origem. “A polícia que eles queriam fazer é uma Polícia Federal. Se eu me sentisse ameaçado em Pernambuco, ligaria e eles mandariam policiais daqui de Brasília”, ironiza Jarbas Vasconcelos.

E a Gráfica do Senado? Sozinha, tem o perfil de uma grande empresa. Possui hoje 627 funcionários, entre os quais 11 tipógrafos, profissão que nem existe mais nas gráficas que utilizam computadores. Para completar, a farra do boi comandada por Sarney inclui gastos inexplicáveis de R$ 50 milhões por ano com despesas de saúde. Apesar de custear planos de saúde para parlamentares e funcionários, o Senado continua a manter uma estrutura de 124 médicos, enfermeiros e médicos e dentistas, para atendimentos nas dependências do Legislativo. É um verdadeiro hospital.

Mas por que essa gastança. Os planos de saúde não seriam suficientes para atender adequadamente aos servidores e parlamentares? Não seria lógico que o Serviço Médico voltasse a funcionar apenas como uma pequena unidade de atendimento de emergências e de Medicina do Trabalho, com ambulâncias para encaminhamento imediato dos pacientes aos hospitais da rede conveniada?

Como se vê, o Senado se transformou num vastíssimo cabide de empregos. Os parlamentares vivem nessa Ilha da Fantasia, enquanto a maioria esmagadora dos brasileiros vive num outro mundo, carente e desumano, onde só os fortes sobrevivem. Como confiar nesse tipo de parlamentar, que só cuida de seus próprios interesses? Como explicar que continuemos votando neles?

Você sabia?

19/04/2011 em Notícias por moah sousa

Os gastos mensais com cada deputado federal chegam a R$ 250 mil por mês.

E o que dão em troca? Confira os custos diretos (não estão computados os custos indiretos) e veja se isso tem justificativa. É desalentador:

Salário: R$ 26.700,00

Ajuda de Custo: R$ 35.053,00

Auxilio Moradia: R$ 3.000,00

Auxilio Gabinete: R$ 60.000,00

Despesa médica pessoal e familiar: ilimitada e internacional

Assistência: livre escolha de médicos, dentistas e clínicas

Telefone Celular: gatos ilimitados

Bônus anual: dois salários adicionais = R$ 53.400,00

Passagens e estadia: uma por semana, de ida e volta

Reuniões no exterior: dois congressos ou o equivalente todo ano

Custo médio mensal: R$ 250.000,00

Aposentadoria: depois de oito anos

Fonte de custeio:  NOSSO BOLSO!!!!!!

Os senadores gastam ainda mais, porque cada um dele tem um carro oficial de luxo à disposição. E é melhor nem tocar no assunto, porque os deputados podem se revoltar e exigir auxílio-condução. Além dos congressistas, nossos impostos sustentam também os deputados estaduais. vereadores, prefeitos, governadores, a presidente, seus vices, e por aí em diante.

Fonte: Tribuna da Imprensa

17/04/2011 em Notícias por moah sousa

Duda cuidará de Roseana
Duda Mendonça vai cuidar da imagem da governadora Roseana Sarney e do estado do Maranhão. A sua agência venceu licitação do governo e será a responsável pela propaganda oficial em rádio, TV, jornal e internet para este ano. Apesar de o Maranhão ser apontado como o mais carente do país, a governadora destinará R$ 45,2 milhões para publicidade até dezembro, cujo Orçamento foi aprovado pela Assembleia Legislativa. Duda foi o marqueteiro de campanha da reeleição de Roseana, na qual ela prometeu construir 72 hospitais. Como o governo ainda não tem dinheiro para isso, ela vai precisar do marqueteiro.

Fonte: Informe JB

Livro de Sarney ‘maquia’ escândalos

23/03/2011 em Notícias por moah sousa

Biografia lançada nesta terça-feira, 22,cita medidas do senador após crise dos atos secretos, mas omite denúncias como desvio de recursos em fundação.

Leandro Colon, de O Estado de S. Paulo

A biografia autorizada do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), lançada nessa terça-feira, 22, em Brasília, contém erros de informação e omite dados sobre a crise que atingiu a Casa e o próprio senador em 2009. Escrito pela jornalista Regina Echeverria, Sarney, a Biografia aborda o escândalo sob a ótica do parlamentar, que na obra se diz vítima de perseguição política.

O livro exalta a contratação da Fundação Getúlio Vargas, a pedido de Sarney, para fazer uma reforma administrativa no Senado. Mas deixa de informar o valor pago – R$ 500 mil em dois anos – e o fato de que a reforma não saiu do papel. Em outro trecho, a autora escreve que Sarney “determinou” a demissão de todos os 136 diretores da Casa, sem citar que elas não se efetivaram.

A biografia também menciona uma decisão do senador de anular todos os atos secretos, revelados pelo Estado em 10 de junho de 2009, sem citar que, logo depois, a diretoria-geral revalidou esses boletins, inclusive os que tratavam de apadrinhados de Sarney. Ainda sobre esse episódio, ao elencar os pedidos de processo contra o senador, a obra afirma que “o Conselho de Ética estava politizado e não era isento”. Quando comenta a censura imposta pela Justiça ao Estado, há 600 dias proibido de noticiar investigação da Polícia Federal sobre o empresário Fernando Sarney, a biografia diz que o senador nunca defendeu esse tipo de iniciativa. “José Sarney, que é contra a censura e nunca a exerceu em sua vida pública, credita a ação contra o jornal aos advogados do filho Fernando.”

No livro, Sarney acusa o ex-senador e hoje governador Tião Viana (PT-AC) de entregar ao Estado um dossiê com informações contra ele. Esse dossiê nunca foi entregue ao jornal. Nas reportagens sobre o período, o Estado também revelou, como desdobramento das investigações, que Viana usou dinheiro público para quitar uma conta de R$ 14 mil de telefone celular da Casa em poder de sua filha. As reportagens sobre Sarney e outros senadores foram feitas com base em documentos sigilosos e públicos obtidos por meio de investigações próprias dos repórteres.

fonte:www.estadao.com.br

Farra do boi no Senado

17/03/2011 em Notícias por moah sousa

Há 3,5 funcionários para cuidar de cada um dos carros dos parlamentares. Cada empregado terceirizado no setor custa R$ 7,346 por mês. Aonde vamos parar, Sarney?

Carlos Newton, da Tribuna de Imprensa

Já abordamos aqui as mordomias do Senado. Pedro Simon (PMDB-RS) recentemente fez um discurso e denunciou que existem 13 mil funcionários por lá. Mas oficialmente a Mesa Diretora só reconhece ter hoje pouco mais de 5,2 mil servidores efetivos e comissionados, e entram na folha de pagamento mais 2,4 mil aposentados e pensionistas, incluindo a partir de fevereiro os inativos Gerson Camata (R$ 26,7 mil), Marco Maciel (R$ 24,4 mil), Jader Barbalho (R$ !9,2 mil), Cesar Borges (R$ 11,4 mil) e outros.

Os 5,4 mil funcionários que faltam nas contas oficiais do presidente José Sarney seriam terceirizados. Por isso, as despesas com pessoal em 2010 responderam por mais de 80% dos R$ 3 bilhões gastos pelo Senado. Consumiram R$ 2,543 bilhões, valor R$ 323 milhões maior que o gasto em 2009.

Só na Coordenação de Transportes existe uma média de 3,5 funcionários para cuidar de cada carro. O Senado tem 89 veículos que rodam a serviço dos 81 parlamentares e representantes da Mesa Diretora. Quer dizer, há oito automóveis na reserva ou servindo duplamente aos membros da Mesa. Dos 310 funcionários do transporte, 232 são ligados diretamente ao Senado e 78 outros contratados por meio de empresa terceirizada, a um custo de R$ 573 mil mensais. Isso dá um custo de R$ 7.346 por funcionário terceirizado no setor.

É uma verdadeira farra do boi, Os gastos com pessoal no Senado subiram 14,5% em 2010 e a previsão é de um crescimento de mais 11,7% pelo Orçamento aprovado pelo Congresso para 2011. As despesas com pessoal estão acima do previsto quando foi aprovado, no ano passado, um plano de carreira para os servidores da Casa. A justificativa é de gastos com contratações de mais servidores, aposentadorias e pagamento de correções salariais determinado pelo Judiciário.

A Secretaria de Recursos Humanos do Senado é comandada desde 2009 por Doris Marize Peixoto, que hoje é favorita para suceder Haroldo Tajra na direção geral da Casa. Por coincidência, mera coincidência, é claro, antes de assumir a função atual, ela foi chefe de gabinete de Roseana Sarney, filha do presidente do Senado, José Sarney (ele, sempre ele).

A situação é uma afronta à cidadania, pois não condiz com a realidade brasileira. Os números expõem o inchaço da Senado, que não consegue realizar uma efetiva reforma administrativa. Ao assumir seu terceiro mandato como presidente, em 2009, Sarney contratou a Fundação Getúlio Vargas (FGV), prometendo resolver o problema.

Mas a proposta da FGV “contrariava o interesse dos servidores” e o projeto de reforma está parado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) até hoje. O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), que presidiu a última Subcomissão de Reforma Administrativa, lamenta que as eleições tenham prejudicado o trabalho do grupo.

Jarbas Vasconcelos denuncia que, apesar do atual gigantismo das estruturas, ainda havia projetos no Senado destinado a ampliá-las, como no caso da Polícia Legislativa. Pretendia-se que os agentes prestassem serviço aos senadores até mesmo quando eles estivessem nos respectivos estados. “Cada órgão é maior do que o outro. São gigantescos. É necessário avançar na reforma. A polícia que eles queriam fazer é uma Polícia Federal. Se eu me sentisse ameaçado em Pernambuco, ligaria e eles mandariam policiais daqui”, revela o senador pernambucano.

Se a comparação da Polícia Legislativa do Senado com a Polícia Federal parece exagerada, os números do DF ajudam a mensurar as falhas na administração da Casa. De acordo com relatório produzido pelo então senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) na Subcomissão extinta no fim do ano passado, 427 funcionários atuam no policiamento e segurança do Senado. Este número corresponde a 20% do efetivo da Polícia Militar em atividade durante um turno da ronda ostensiva diária no Distrito federal inteiro. É uma verdadeira tropa. Isso, só no Senado. Não esqueçam que a Casa compartilha muitos serviços com a Câmara, que tem estrutura semelhante. E também gigantesca.

Carlos Newton, da Tribuna de Imprensa