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Internautas de Ribeirão Preto querem que Viaduto Presidente Sarney mude de nome

14/10/2009

Desde o dia do falecimento da sra. Jandyra de Camargo Moquenco, filha do jornalista Orestes Lopes de Camargo, fundador do centenário jornal “A Cidade”, de Ribeirão Preto, interior paulista, que o Almanakut Brasil vem pedindo a alteração do nome do Viaduto José Sarney para homenagear esta importante e querida cidadã.

Dona Jandyra faleceu no mês de agosto de 2009, e no dia 7 de setembro foi nesse viaduto, apelidado por populares de “Safadão”, que houveram manifestações Fora Sarney e o início de um abaixo-assinado, que até o momento conta com mais de 500 assinaturas, solicitando a alteração.

Veja no Almanakut Brasil o resultado dessa solicitação.

Mandamos o Sarney para Fora de Ribeirão Preto

14/10/2009

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Mão Santa, ACM e Sarney – por Valéria Sotão Ferreira

16/09/2009

texto enviado por Valéria Sotão Ferreira de São Luiz, MA
http://osustenido.blogspot.com/2009/09/mao-santa-acm-e-sarney.html

Estava aqui em casa, há poucos minutos, vendo pela TV Senado a Votação do PLC, que regula as eleições de 2010. A discussão estava interessante, até que o Senador Mão Santa, um dos senadores mais patéticos, burros (é um erro de português a cada 10 palavras ditas) e ao mesmo tempo esperto (para enganar o povo) começa um discurso e pede atenção do relator de forma um tanto “malandra”. Esse jeito nada sério do Mão Santa me irrita. Ele brinca, fica com malandragem e com brincadeiras dignas de bêbados em roda de bar de dia de domingo, em pleno Senado Federal. O que esperamos de qualquer político, em seu ambiente de trabalho, é o mínimo de seriedade (obviamente uma seriedade também em termos de honestidade). Até aí nada de novidade.
Quando eu pensei que nada mais que viesse do Mão Santa me chocasse (negativamente ao extremo) ele diz, em seu discurso fora de hora, que o Antônio Carlos Magalhães foi o maior senador que já pisou no Senado Federal. Engraçado que, lembrei agora, há mais ou menos 1 mês atrás o mesmo Mão Santa tinha dito isso de outro Senador, não mais em atividade na Casa. Falsidade? Memória fraca? Não sei. Mas ok. O que me chocou foi o tal mencionado. O ACM. Puxa vida, Senador Mão Santa! Como podes defender um político que o Brasil inteiro sabe que foi um corrupto, que se considerava o dono da Bahia, como Sarney se considera o dono do Maranhão, que era dono da filiada da rede Globo (e sua família continua com o título) na Bahia assim como José Sarney é dono da Globo do Maranhão, a TV Mirante? Como pode, Senador?

Semelhanças entre o falecido ACM e o vivíssimo José Sarney não são meras coincidências. As famílias dos dois praticamente mandam em seus estados. As famílias de ambos são infiltrada na política, por motivos óbvios. Hoje em dia, em exemplos de maior grandiosidade, podemos citar a filha de Sarney, Roseana Sarney, que está governando o Maranhão pela terceira vez, desta vez no tapetão; e o neto do ACM, o ACM Neto, Deputado Federal pela Bahia.

Os dois foram Presidente do Senado três vezes. Sarney está em pleno mandato, apesar da crise no Senado iniciada em 2008 e estendida até o ano presente, com protestos “Fora Sarney” eclodindo por todo o país. Três vezes, caro leitor, três vezes!

Outra semelhança nada feliz é que ambos (ACM e Sarney) começaram suas carreiras em plena ditadura militar e depois da redemocratização do país se fingiam de democráticos (Sarney continua fingindo até hoje). Sarney nunca é oposição, sempre faz aliança com todos, isso sem contar a contínua troca de favores (que contamina toda a família de filhos, netos e assim por diante) com outros poderosos. Sarney infiltra seu poder no Judiciário, no Executivo, em todos as esferas, sempre num típico tráfico de influências.

Dedico minha total solidariedade ao povo da Bahia, que sofreu por tantas décadas o descaso político e social disfarçado de “progresso” e de “modernidade”, cometido por ACM. Espero que sua família não seja ainda tão presente naquele estado como a família Sarney é aqui no Maranhão. Sentimo-nos em pleno Brasil das capitanias hereditárias, cada fatia destas terras vai para um parente desses poderosos. Triste!

E, para piorar este terrível quadro, as “coincidências” não terminam por aí. Todos sabem que tudo no Maranhão leva o nome “Sarney”. Hospitais, ruas, pontes, prédios públicos. E isto é proibido, por lei. Obras públicas não podem levar nome de pessoas vivas. Isso acontece também na Bahia, desde quando ACM estava “muito vivo, obrigado”.
Alguns exemplos (peguei trechos de um texto que encontrei na internet, se houver algum erro grave, lembre-se que não fui eu quem escreveu o que está entre aspas):

“Se estiver grávida e precisar de ajuda pode procurar a Maternidade José Maria de Magalhães Neto no bairro Pau Miudo.
Pode também ir ao Hospital Geral Luís Eduardo Magalhães, que fica na Av. Antônio Carlos Magalhães, s/nº. Município: Itamarajú – Ba. Cep: 45.836-000. Depois pegue a Av. Professor Magalhães Netto, fácil, fácil, basta passar pela Av. Tancredo Neves. MAs se em vez de virar à direita, virar à esquerda, vai sair na Av. Luís Eduardo Magalhães. Entendeu?

Mas a Av. Antonio Carlos Magalhães não existe apenas em Salvador, mas em Valença e em Santo Antonio de Jesus também.

Como terceira opção vá ao Hospital Municipal Dr. Antonio Carlos Magalhães.

Se não estiver satisfeita e quiser saber um pouco mais da família, dirija-se à Fundação Luís Eduardo Magalhães. Fica em Salvador mesmo. Não confunda com o Município…

É, também tem… Luís Eduardo Magalhães – município brasileiro do estado da Bahia.

Voltando para Salvador, se quiser ir a uma praia, pegue novamente a Avenida Antônio Carlos Magalhães. Antigamente se você tivesse pegado muito sol, podia procurar o Hospital Estadual Arlete Maron de Magalhães, mas ele foi desativado, talvez a população não fique mais doente…

Se estiver em Jequié e quiser fazer uma pesquisa ou ler um pouco, vá até a Biblioteca Municipal Arlete M. Magalhães, na Rua Leonel Brito s/n, Centro.

Se quiser assistir um futebol e estiver no município de Itapetinga pode ir ao Estádio Antônio Carlos Magalhães, que possui capacidade para 6.550 espectadores.

Para seus filhos estudarem, escolha entre o Colégio Modelo Luiz Eduardo Magalhães. Tem em Salvador, na Av Gal San Martin, pertinho da Av. Luiz Eduardo Magalhães; na Rua 1, em Santo Antônio de Jesus; na Av. Comercial, em Camaçari; e na Rua Vasco Filho, em Feira de Santana. Se você morar em Santo Amarotem a Escola Municipal Luís Eduardo Magalhães, logo na entrada da cidade.

Agora vejam todo o acervo midiático daquela família (Fonte: Wikipédia):

“Empreendimentos da família

Seu filho, Antônio Carlos Magalhães Júnior, é presidente da Rede Bahia, que engloba diversas empresas do estado, principalmente de comunicação. São elas:

* 88.7 Bahia FM
* 102,1 FM Sul (Rádio FM em Itabuna)
* Correio da Bahia (Jornal)
* Globo FM (Rádio FM em Salvador)
* Gráfica Santa Helena
* iContent (Produtora)
* iBahia.com (Portal de Internet)
* Construtora Santa Helena
* TV Bahia (afiliada da Rede Globo em Salvador e região)
* TV São Francisco (afiliada da Rede Globo em Juazeiro e região)
* TV Oeste (afiliada da Rede Globo em Barreiras e região)
* TV Santa Cruz (afiliada da Rede Globo em Itabuna e região)
* TV Subaé (afiliada da Rede Globo em Feira de Santana e região)
* TV Sudoeste (afiliada da Rede Globo em Vitória da Conquista e região)
* TV Salvador (canal fechado, transmitido em UHF ou por assinatura)

Pois é. Tudo isto me lembra muito o que acontece no meu estado, o Maranhão, e me deixa muito triste. Com tantos senadores que já passaram pelo Senado Federal, Mão Santa escolhe um dos piores para dar como exemplo de “melhor e maior”.
Sarney é o último desta espécie (já que ACM faleceu há 2 anos)? Não se sabe. Mas digo o último dentre os de maior importância nacional (em termos de fama e influência), pois vê-se, sem dúvidas, que Mão Santa não deve ser apenas um defensor dos oligarcas corruptos. Ele defende a classe porque é um deles. É um deles.

Lamento!

O Camaleão – Livreto de Deputado sobre os Mandos e Desmandos do Sarney e sua Máfia

16/09/2009

Essa dica foi enviado pelo nosso amigo e guerreiro Olivo.

O deputado Domingos Dutra escreveu um livreto em que expõe as mazelas da dinastia Sarney encabeçada pelo próprio Coronel.

Vale a pena ler e divulgar. Baixe o livro em formato PDF aqui: http://www.domingosdutra.com.br/arquivos/camaleao2.pdf

Um super abraço vamos em frente, desitir não é uma opção!

A Ira – Conto (Mayalu Felix)

10/09/2009

Fonte: http://mayafelix.blogspot.com/2009/09/ira.html

Começou assim: um dia, aquele senador muito poderoso amanheceu morto. Ele mandava e desmandava, estava no topo do poder há muitos anos. Contra ele havia muitas denúncias, que se amontoavam mofadas no armário do esquecimento. A maioria de seus colegas não se arriscava a acusá-lo, muito menos a julgá-lo. Um dia, ele amanheceu morto. Acordava cedo, tomava seu desjejum, sempre amparado por um ou dois empregados antigos e confiáveis. Naquele dia, dormia um pouco mais. A empregada mais antiga notou que já eram 9h e ele não acordara ainda. Às 9h30, resolveu bater na porta. Encontraram o senador deitado, coberto por seu lençol de linho puro e vestido em seu pijama de seda italiana. Só os lábios um pouco roxos denunciavam o ataque cardíaco fulminante que havia sofrido, durante a noite. A imprensa deu ampla cobertura à morte do senador. Os políticos de seu Estado o saudaram como um dos baluartes da democracia. O caseiro de sua ilha declarou que, para ele, o senador era como um pai. Filhos, netos e parentes, todos empregados no setor público, declaravam às lágrimas a falta que o senador faria. Foi enterrado com honras de Estado, e por ele o presidente da República – seu amigo íntimo e aliado político – declarou três dias de luto nacional.

Descendo as escadarias de um dos prédios do Congresso Nacional, na semana seguinte, outro senador – esse mais jovem, mas igualmente crivado de denúncias de desvio de dinheiro público, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva etc. – sofreu um terrível acidente. Seu pé direito resvalou, não alcançou um degrau e ele caiu. Não adiantou a tentativa de seu assessor de segurá-lo pela manga do paletó: o senador rolou escada abaixo. No mesmo instante, os seguranças da casa foram acionados e uma ambulância do Serviço Médico foi conduzida ao local. A fratura de uma vértebra do pescoço, durante a queda, entretanto, havia causado a morte imediata do político. Novo choque no Senado Federal. O governador de seu estado declarou luto por três dias. O presidente da República foi ao seu enterro. Houve certo mal estar, é verdade, no encontro entre a esposa e a ex-amante. Esta, uma jornalista pouco conhecida, tratara logo de engravidar, assim que seu affaire com o senador começara. Na mesma tarde em que a morte do pai de sua filha havia sido anunciada, consultara seu advogado sobre a partilha dos vultosos bens do político. O mal estar entre a esposa e a ex-amante, contudo, não foi nada que não se resolvesse com um arranjo, de que cada uma ficasse de um lado do caixão, velando a figura obesa e calva do político que muitos consideravam como um dos mais corruptos de todos os tempos. Aquele que iniciara a vida como vendedor de cocada das ruas de sua cidadezinha quente do Nordeste, terminava-a como rico empresário, dono de fazendas, fábricas, jornais e rádios em todo a região.

Já estava a Nação estupefata com tanto azar quando, dali a dez dias do enterro do último senador morto, um de seus colegas, ao jantar em Paris, repentinamente se engasgou com um pedaço de codorna assada. Cercado de amigos e familiares, o senador, num dos mais caros restaurantes da capital francesa, tentou a todo custo livrar-se do pedaço da ave, mas não houve jeito. Foram muitos os tapas nas costas, mas o pedaço, especula-se que um naco do peito, não saiu. Morreu entalado, não engoliu nem digeriu. Mais uma tragédia. A foto do senador, roxo, circulava pela internet. Houve quem, no derradeiro segundo de sua vida, naquele restaurante muito freqüentado por turistas brasileiros ricos, tivesse ousado fotografá-lo, provavelmente com um celular de última geração. A família tentava proibir a veiculação da fotografia e, com o auxílio da Polícia Federal, chegou a rastrear o computador de onde veio a tal imagem: um jovem de 17 anos, da periferia de São Paulo, jogava na internet a tal foto. Mas, depois, descobriu-se que havia muitos outros, e que seria impossível bloquear todos os acessos e rastrear todos os computadores que introduziam o arquivo na rede. O vídeo da ida da Polícia Federal à casa do jovem foi um dos mais vistos da semana, rendendo a ele uma popularidade inusitada e um emprego de DJ numa famosa boate de descolados da capital paulista.

Um jornal francês, após as três mortes, ocorridas no espaço de menos de um mês, publicou um artigo com o título: “Coïncidence ou malédiction ?” O jornal lembrou que os três senadores eram acusados de corrupção em larga escala, o que incluía nepotismo, desvio de verbas, prevaricação, apropriação indébita etc. Em sites de relacionamento, o assunto não era outro. Em ano eleitoral, aquilo causava a excitação de milhões de internautas. O artigo do jornal francês foi traduzido e publicado em inúmeros blogs. Dois senadores, espíritas, não deixaram de citar o karma que acompanhava os colegas já falecidos, tendo em vista que os espíritos de muitas das pessoas que morreram nas filas dos hospitais, cujas verbas eles haviam desviado, não estavam em paz. Um senador da Bahia, adepto do candomblé, levou uma mãe de santo para defumar seu gabinete, uma semana após o incidente da codorna. Senadores evangélicos foram vistos saindo de igrejas, onde receberam a unção do óleo quente e a oração dos 215 varões. De qualquer modo, foi contratada uma firma para vistoriar todas as escadas do Congresso Nacional. Aventou-se também a possibilidade de terrorismo, tendo em vista que jovens estudantes e cidadãos comuns, há pouco tempo, haviam tentado criar um movimento político de repúdio à corrupção, logo que algumas denúncias relativas ao primeiro senador vieram à tona. Como a ida do povo para as ruas não tinha sequer arranhado a boa vida dos senadores, suspeitou-se logo que parte deles teria o dedo na morte dos três líderes. A Polícia Federal investigou a fundo a vida de alguns membros desse grupo, concluindo, em relatório confidencial, que eles não poderiam ter provocado um infarto fulminante, a queda de uma escada do Congresso e um engasgo em Paris. Foram feitos muitos exames no primeiro morto, e nada foi constatado. Suspeitou-se de que seus empregados o tinham envenenado, e, enquanto as investigações não terminaram, os dois foram presos – e não houve habeas corpus que os soltasse.  Finalmente, as hipóteses de homicídio foram descartadas. E isso incomodou muito mais os senadores que qualquer outra coisa. Não havia a quem atribuir as mortes, enfim.

Um mês e meio depois dos graves incidentes que marcaram a Nação, dois deputados foram vítimas de um acidente de trânsito. Um deles, que havia bebido além da conta, não conseguiu controlar o carro e caiu em um rio, no interior do seu Estado de origem. Os dois deputados foram denunciados pelo Ministério Público, três meses antes, por ligações com o tráfico de drogas: desconfiava-se de que o dinheiro usado em suas campanhas vinha da lavagem de dinheiro do tráfico em uma grande cidade brasileira. Telefonemas interceptados pela Polícia Federal continham conversas entre um dos deputados e o líder de uma facção criminosa, este último preso em um local de máxima segurança. Com a ajuda da Justiça, um famoso jornal de São Paulo foi proibido de publicar o conteúdo das conversas, obviamente. Depois da morte do deputado, a decisão fora revertida. No dia seguinte ao enterro do que dirigia o veículo, soube-se que o dinheiro do tráfico financiara não só a sua eleição, mas também a do seu colega que morrera no mesmo acidente e a de pelo menos mais três políticos, que se recusaram a dar declarações à imprensa.

E assim, nos quatro meses seguintes, o país assistiu, estupefato, à morte de muitos outros políticos. Cinco governadores, dez prefeitos, sete senadores, 16 deputados federais, 43 estaduais, 32 vereadores. Juízes e desembargadores não foram poupados. Um ministro do Supremo também havia falecido, este em uma situação muito vexatória: no banheiro, fazendo necessidades fisiológicas. Coração fraco. Ministros do Executivo, assessores (inclusive aquele que fora pego com dólares na cueca), chefes de gabinete, secretários. A lista crescia. O país vivia de luto, e o presidente da República havia decidido não mais se pronunciar sobre as mortes. Alguém chegou a comparar a situação à história relatada por Albert Camus em “A Peste”. Um famoso escritor, simpático ao partido da situação, ousou romper o silêncio do luto e escreveu uma crônica, na qual usava a metáfora surrada da corrupção como peste que assolava o país. Os políticos, da oposição ou da situação, haviam sido, em todos os casos, denunciados à Justiça por mau uso da coisa pública. Um deles, senador bastante considerado e respeitado, morrera em decorrência de um AVC. Seus colegas, por saberem da sua lisura, respiraram aliviados. Não, este não tinha ligação com a corrupção. Mas, descobriu-se depois, o senador protegia muitos correligionários envolvidos no famoso caso da máfia das ambulâncias. Doze deputados estaduais morreram na queda de um avião de uma empresa francesa. Estavam indo para um Seminário de Políticas Públicas nas Bahamas. No caso deles, até hoje não foi feito o enterro dos corpos, que não foram encontrados. Um dos prefeitos foi vítima de bala perdida, outro pegou uma gripe fatal. Os casos eram tantos que um famoso diretor de cinema estava pensando em fazer um filme sobre o ocorrido. Havia recebido um roteiro excelente, intitulado “A vingança dos deuses”. A ideia lhe parecia ótima, mas já ouvira, de amigos, que deveria mudar o nome, se quisesse receber verbas da Petrobras.

Passados seis meses das intensas tragédias que assolavam o país, constatou-se que hospitais públicos funcionavam melhor. Senadores haviam proposto aumentar o salário dos médicos e dos professores, e equipará-los ao salário dos juízes. Em ano eleitoral, a medida tinha agradado em cheio o eleitorado. A imprensa flagrou um conhecido ministro de Estado subindo as escadarias de uma Igreja de joelhos. Sob o sol escaldante do início da tarde, ele chorava, tremia e a cada degrau gritava: “Perdão, Senhor!”. O presidente da República, chegado a bebedeiras, havia cortado o álcool de suas refeições. Há quem diga que estaria assíduo nas reuniões dos Alcoólatras Anônimos, mas ninguém saberia dizer onde. Senadores e deputados, repentinamente, passaram a freqüentar sessões às segundas e às sextas-feiras, na Câmara e no Senado. Ainda assim, as de sexta-feira tinham um quorum baixo. Nunca houve tantas doações a asilos, creches, orfanatos e casas de repouso. Não era mais incomum ver juízes, desembargadores e procuradores de Justiça chegando a favelas com caminhonetes cheias de cestas básicas e brinquedos.

Quando todos pensavam que a fúria dos anjos e dos deuses estava sendo aplacada, um dos senadores do sul do país, membro respeitado de uma grande igreja evangélica, precisou ser operado às pressas de um problema na vesícula e da sala de cirurgia saiu morto. Problemas com a anestesia, o que era realmente impressionante diante do fato de que o hospital em que estava era um dos melhores e mais caros do país. Enfim.

Depois disso, vieram à tona denúncias de lavagem de dinheiro e extorsão. E isso foi mais inacreditável que a própria morte do tal político. Em uma das gravações feitas sem a autorização da Justiça, ele ri e diz que não temia a onda de mortes acidentais, já que ele era “um escolhido de Deus”. Tendo dito isso, riu espalhafatosamente e abriu a mala com milhares de euros, em notas novas, que foram destinados a uma emissora de televisão. Isso aconteceu dois dias antes de seu falecimento.

Depois de mais essa morte, o país assistiu surpreso à renúncia de outro senador. Dizendo-se deprimido e sem condições emocionais de continuar no cargo, do alto da tribuna declarou que voltaria a viver como engenheiro, e que preferia viver de modo simples a correr o risco de morrer repentinamente. Na semana seguinte, certo deputado federal, após desembarcar de um voo bastante turbulento, com pouso de emergência após horas em trânsito sob condições anormais, num dia de raios e tempestades por todo o país, saiu da aeronave aos prantos e, diante de muitos repórteres, chorou copiosamente e confessou estar envolvido em inúmeros atos desonestos, inclusive desvio de altas somas de dinheiro público, que tinham como protagonistas líderes de seu partido, da base governista, empresários da área financeira, ONGs, e até o presidente da República. Horas mais tarde, o deputado, vítima de um assalto, morria com 13 facadas, em sua própria casa. No pulso, seu relógio de ouro de conhecida marca suíça. Muitos documentos foram roubados, mas algumas jóias de família permaneceram intactas no cofre. Dólares e euros foram levados. A imprensa foi orientada pela assessoria da Presidência da República a não noticiar o caso, a fim de “preservar o povo brasileiro de mais esse desgaste etc. etc…” No dia seguinte, um incêndio de proporções gigantescas tomou de assalto o prédio residencial de um ex-senador, filiado ao partido da base aliada do Governo Federal. Salvou-se o gato do ex-senador, apesar da idade avançada para um gato, 15 anos.

Uma semana depois, houve renúncia em massa de senadores. No Congresso Nacional, poucos iam trabalhar. Altos funcionários, ligados à Gráfica do Senado Federal e ao Prodasen, tiravam férias. Numa dessas férias, um funcionário estável, fartamente remunerado, dono de mansões e apartamentos na capital, voltou para o Brasil sentindo leve mal estar. Desembarcou já em coma profundo. Depois de dois dias, morreu. Este funcionário, acusado de facilitar a publicação de atos secretos, por meio dos quais inúmeros parentes de senadores foram ilegalmente contratados, soube-se depois que também fazia tráfico de influência junto a empresários que terceirizavam funcionários para órgãos do Senado Federal. Somente a mulher e duas filhas foram ao enterro. Comentava-se que ele havia sido contaminado com um vírus altamente perigoso. Sua mulher, confirmando as expectativas, morreu uma semana depois.

Cerca de oito meses após as misteriosas mortes de muitos políticos brasileiros, além de altos assessores e membros do Judiciário, o ano eleitoral complicou-se. Muitos senadores que deveriam continuar seu mandato morreram, e era preciso ampliar o número de vagas e de candidatos. Entretanto, outro problema surgiu: ninguém mais queria concorrer às eleições. Havia alguns poucos que insistiam, mas a maioria havia retirado sua candidatura. Um partido político conhecido ameaçava diluir-se no caos: seus membros, paulatinamente, desfiliavam-se. Um grupo deles, dizia-se, havia se reunido em um sítio no interior de São Paulo e vivia em comunidade, com suas famílias, criando galinhas e plantando o suficiente para sua sobrevivência.

Diante da crise, o presidente da República fora obrigado a reduzir drasticamente o número de ministérios. Não que isso fosse de sua vontade, sabia-se, mas não havia ministros vivos em número suficiente, e alguns conhecidos, que foram sondados para assumir as pastas, recusavam de antemão o honroso convite. A vaga de diretor do Banco Central era uma das que estava vazia. Seu ocupante, ao limpar uma das armas de sua extensa coleção, acidentalmente ferira-se com um tiro no pé. Após amputar o pé, o premiado economista sofrera um processo grave de septicemia e, em poucos dias, deixara o mundo dos vivos.

Faltando poucos meses para as eleições, um candidato à presidência havia desistido do pleito. A candidata do presidente, sabia-se, não queria mais acoplar sua imagem à do líder da Nação. O candidato da oposição não dava mais declarações à imprensa e vivia cercado de um grupo de dez seguranças treinados em Israel, todos pagos – como ele fazia questão de comprovar – com sua aposentadoria de senador.

A um mês das eleições, em uma segunda-feira, por volta de 9 horas da manhã, o presidente da República foi acometido de profundo mal estar, durante uma reunião com senadores e ministros de seu partido. Após ter sido comunicado oficialmente, pelo chefe de gabinete, que o primeiro-ministro do Japão havia cancelado a visita oficial que faria ao país, o presidente teve um acesso de fúria. Nisso, sua pressão subiu vertiginosamente e o coração disparou, dando início a um processo de várias complicações nos órgãos internos. A situação do presidente era delicada, e fazia-se necessária uma intervenção cirúrgica de urgência, a fim de reconstruir parte de seu fígado, bastante prejudicado por anos de consumo de altas doses diárias de bebidas alcoólicas. O vice-presidente, que após inúmeras cirurgias decorrentes de tumores em seu aparelho digestivo apresentava finalmente um quadro de saúde estável, assumiu a Presidência. Em seu primeiro ato como chefe da Nação brasileira, declarou Estado de calamidade pública em todo o território nacional.

Mudança

09/09/2009

“Os políticos  e as fraldas devem ser mudados freqüentemente e pela mesma razão”

Vamos propor uma mudança na reeleição dos parlamentares, já está na hora de pensarmos nisso!

#forasarney #foracorrupção

09/09/2009

 

Fizemos bonito ontem , sim…

Basta de ”caciques” comandarem os parlamentares. Precisamos nos unir, criar uma cara que expresse a indignação da nação, o movimento #fora sarney precisa evoluir para #fora corrupção, pois daqui a pouco o Sarney sai no Senado…

1º passo: Mudar o site de forasarney.com.br para forasarneyforacorrupcao.com.br.

2º passo: Precismos de transparência na construção da nova cara: Criar no novo site, uma ferramenta que possibilite fazer teleconferência com vários outros movimentos e os parlamentares que pediram a renuncia do Sarney.

3º passo : Não ter hierarquia política, quando houver algum posicionamento político, deve-se colocar em pauta e ter a votação de TODOS os participantes.

Não aos ”caciques”.

Parabéns para nós.

Anilton Oliveira
Sâo Paulo-SP
http://www.democraciadiretaja.net

Cidadania, exercer ou não? A escolha é sua

09/09/2009

Sob a ótica jurídica, poderíamos dizer que ser cidadão é ser um sujeito de direitos e deveres, expressos na forma de leis. Mas devemos olhar a cidadania numa dimensão mais ampla, porque a cidadania é uma dimensão antropológica.

(…)

Hoje temos que ver a cidadania de uma maneira mais abrangente. “ Para ser cidadão não basta ter certidão de nascimento, não basta votar, pagar tributos, obedecer a leis. Cidadania é compromisso histórico. É participação nas decisões e ações da sociedade. Cidadania é participação pluridimensional. É, ao mesmo tempo, participação política, econômica, social, psíquica e ética”. “Cidadania é participação consciente. O cidadão precisa ter consciência da realidade em que vive, trabalha, sofre e se inter-relaciona. A inconsciência favorece a manipulação e conduz ao adesismo que reforça o sistema desumano que empulha o país e crucifica o povo.” (ARDUINI, Juvenal. p. 5)

Uma das dimensões importantes da cidadania é a liberdade. Como a liberdade, a cidadania também não é dada de uma vez para sempre. A liberdade e a cidadania são frutos de conquista. Quem não as conquista é escravo. O escravo não está isento da sociedade, ele participa, pela produção e pelo trabalho, mas não tem liberdade ou o “direito” de uma participação efetiva na sociedade, de ser cidadão no verdadeiro sentido da palavra.

Com isso quero dizer que, para entendermos alguém como cidadão, é preciso entender que a cidadania exige participação social. O cidadão não faz seu ser sozinho, mas o faz com as demais pessoas. E se fôssemos mais exigentes com o termo cidadania, diríamos que o verdadeiro cidadão é aquele que, além de ter sua prática, deve fazê-lo com o intuito de garanti-la, por meio de direitos e deveres de modo efetivo; isto é, não é possível garantir, assegurar a cidadania apenas para alguns. A cidadania deve estar firmada nas leis e exigida e executada pelas pessoas e os governos. No entanto, ser cidadão é ter uma condição muito maior do que a lei pode garantir.

É preciso garantia para todos, se não teremos sempre uma sociedade facetada, onde alguns julgam-se com o direito de ter e fazer o que bem entendem, enquanto outros só teriam obrigações, estariam excluídos da cidadania. (…)

 (…)

Uma real cidadania deveria questionar toda a realidade sociocultural injusta. Em nosso caso, aqui no Brasil, deveria questionar a concentração de renda, o jeitinho, a falta de ética na política, etc. Todas essas formas, como tantas outras, mascaram a realidade e a nossa participação, fazendo-nos crer que o que fazem é o correto e não uma postura ética.

Ser cidadão é entender as causas das ações em seu verdadeiro sentido, isto é, não atribuindo o que ocorre a Deus, a uma causa superior. Há causas que podem advir de Deus, mas há causas que são provocadas por ações humanas e, uma vez encontradas, devem ser corrigidas, buscando a melhor forma para solucioná-las. Para isso, é preciso criatividade, radicalidade, criticidade, informação, elementos importantes para se ter uma postura o mais coerente possível.

(…)

Uma sociedade como a brasileira, que passou muito tempo sob regimes autoritários, tem dificuldades naturais de se decifrar, para sair do pacifismo imposto pelo regime e entender que sua organização e seu destino estão em parte em suas mãos. Em parte, porque os grandes dominadores sociais, hoje, são a economia e os meios de comunicação, e estes têm formas e modos às vezes explícitos, mas em muitas situações camufladas, não explícitas.

A realidade mundial , com a globalização, e neoliberalismo, a sacralização do mercado, e evolução tecnológica, promoveu a rápida ascensão social de alguns e a exclusão social de outros em três fatores básicos:

  • Desigualdade social entre os que têm ou não emprego.
  • Dissolução dos vínculos sociais: família, mobilidade social e transformações demográficas.
  • Fragilidade: frustração de expectativas, desmotivação, impotência diante da realidade.

Esses fatores dificultam a elaboração de um projeto de vida. Produzem pessoas cansadas, amantes do presente – do instante, alérgicas a esforço pessoal, confusas, inseguras, desmotivadas, hedonistas, etc.

Se as pessoas não encontrarem o sentido de sua vida e de seu ser social, encontrarão a despersonalização e se contentarão com o consumo de sensações diversas, frívolas ou adaptadas ao sistema.

O sentido da cidadania deve ser encontrado na família, no trabalho, nos amigos, na educação, ou sem eles. O que não pode haver é uma vida sem sentido, sem razão de ser da agregação social, de ser cidadão.

Uma postura cidadã faz-se na atitude socrática do buscador, marcado pela inquietude e pelo assombro, que se traduzem em perguntas, especialmente as sobre a existência e o destino. O que estou fazendo e vou fazer com a vida? A descoberta dá-se numa relação dialógica, onde o descobrimento deve ser compartilhado, aprendido junto, no fazendo a nós mesmos. O fazer-se dá-se num processo de constante perguntar-se e na constante busca de respostas e soluções.

MEISTER, José Antônio Fracalossi. Voluntariado – uma ação com sentido. EDIPUCRS. Porto Alegre, 2003.

Fotos Manifestação #forasarney 07 de Setembro – Porto Alegre

08/09/2009

Mesmo com um número reduzido de participantes, colocamos o pé na avenida e seguimos em frente.

Mesmo com a repressão da Polícia do Exército e com a detenção da Brigada Militar, colocamos o pé na avenida e seguimos em frente.

Mesmo com a enorme ausência das vozes que diariamente se manifestam pela internet, colocamos o pé na avenida e seguimos em frente.

Aos poucos gigantes que romperam a barreira do virtual, e protestaram na avenida, ficam meus sinceros agradecimentos, foi uma satisfação caminhar ao seu lado.

Mudanças se conquistam indo para as ruas, e não atrás de uma tela de computador.

Fora Sarney - Porto Alegre 07/07/09 por Admirável Mundo Virtual.

Faixas pedindo a saída de Sarney da presidência do Senado marcaram o protesto. Foto: Idiana Tomazelli.

Fora Sarney - Porto Alegre 07/07/09 por Admirável Mundo Virtual.

Manifestante exibe uma das bandeiras de protesto. Foto: Idiana Tomaz

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Faixa foi pendurada na grade da Câmara Municipal em Porto Alegre. Foto: Idiana Tomazelli.

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O protesto seguiu o desfile militar da Capital gaúcha. Foto: Idiana Tomazelli.

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Manifestantes foram impedidos de continuar a caminhada. Foto: Idiana Tomazelli.

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Brigada Militar só liberou o protesto após o final do desfile. Foto: Idiana Tomazelli.

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Manifestação contou com cerca de dez participantes. Foto: Idiana Tomazelli.

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“Não adianta nada ficar só sentado no computador, achando que vai fazer uma revolução”, disse o engenheiro Gilmar Roth, apostando na mobilização física para obter resultados. Foto: Idiana Tomazelli.

Fotos publicadas na página: http://admiravelmundovirtual.wordpress.com/2009/09/07/fora-sarney-da-internet-para-as-ruas/

Protesto no Palácio das Laranjeiras

02/09/2009

Nesse 7 de setembro às 20hs no Palácio das Laranjeiras, está marcada uma reunião do governador Sérgio Cabral Filho com os deputados federais, os senadores do Rio para discutir os recursos do pré-sal. É exatamente a hora e o local para a mega festa !

Horas: 20:00hs

Onde: Palácio das Laranjeiras. Encontro às 18:30hs na estação do metrô  do Largo do Machado (que fica a 1 km do Palácio).

Mapa:

http://migre.me/6fQK

REFORMA POLÍTICA JÁ