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Propostas para o movimento

Movimento #forasarney
Porto Alegre, 16 de setembro de 2009

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Propostas políticas

1- O movimento, até agora, esteve centrado no #forasarney. Em uma cidade/região as pessoas agregaram outras denúncias, propostas e reivindicações locais. Em Porto Alegre, por exemplo, o Fora Yeda, em alguns momentos, rolou junto com o #forasarney. No Maranhão, agregaram o Fora Roseanna. Por isso e por conta do conteúdo, apresentamos uma para que o movimento tenha uma cara nacional:

_ Eixo político, que seria a cara, cores e a marca do nosso movimento e o motivo principal da unidade nacional:
#forasarney e fim do Senado: o Brasil não precisa de vocês!

_ Eixos de apoio:
Chega de roubalheira. Fim da impunidade. Fim dos privilégios dos parlamentares. Fim do Foro Privilegiado. Em defesa da ética na política.

_ Eixo estratágico:
Por uma Câmara Parlamentar Única, sem privilégios e mordomias!

_ Proposta de organização
Constituir comissões por estado, cidade ou localidade e formar uma representação nacional do movimento. Para isso, será necessário, uma reunião, ou chat, para formalizar a configuração nacional. É preciso constituir, também, uma equipe para gerenciamento do site, conteúdo, assessoria de imprensa, além de responder politicamente às demandas e aos desdobramentos das decisões da futura Comissão Nacional do Movimento.

_ Proposta de finanças

- Uma das tarefas da Comissão Nacional será a de viabilizar um plano financeiro que seja capaz de dar sustentação ao movimento. Um colaborador aqui de Porto Alegre, sugere, por exemplo, uma campanha de turismo nacional: Que tal passar as férias na ilha do Sarney? De acordo com seu argumento seria um tipo de tour político de protesto, onde o movimento poderia arrecadar contribuições. Outro sugere a venda, via site, de camisetas, bandanas e outras peças que poderiam gerar algum tipo de receita pra luta pelo #forasarney.

_ Proposta de ação jurídica
- Uma ação está sendo montada por advogados de Porto Alegre ligados ao movimento. Em breve, a medida será encaminhada pro debate pra identificar adesões e a melhor hora do protocolo.

_ Propostas de ações de virtuais
Os gaúchos e cariocas estão propondo uma segunda passeata virtual. Porto Alegre sugere um novo trajeto e que seja realizada na última semana de setembro.

_ Propostas de ações analógicas
- Bauru- SP, SP, Fortaleza e Porto Alegre, já estão com novas ações de ruas programadas. Outra idéia seria a promoção de um protesto nacional, no feriado de outubro, que envolveria músicos, artistas e formadores de opinião, combinadas no virtual e analógico e com interferências internacionais.

Protesto no Parque da Redenção. Foto: Rafaela Haygertt

Protesto no Parque da Redenção, em Porto Alegre. Foto: Rafaela Haygertt

Argumentos/sustentação

A origem

O www.forasarney.com nasceu e foi disponibilizado na rede mundial dos computadores na noite de 21 de junho. A idéia prosperou logo depois que recebemos uma mensagem com um link pra campanha Fora Luxemburgo, na época treinador do Palmeiras. A indignação dos periquitos estava bombando os acessos. Ai pensamos: se Luxa pode ser defenestrado com tanta intensidade, porque não o presidente do Senado brasileiro? Principalmente quando se sabe que esse é o país do samba, das mulheres e do futebol, e não da gasolina, dos automóveis e das motocicletas, como querem nos incutir as montadoras, os publicitários e a Petrobrás internacional. De modo que, com esses pensamentos na cabeça e um sentimento de decência no coração, um trio de amigos e parceiros em trabalhos na Web, com base física montada em Porto Alegre, decidiu criar o domínio forasarney.com e o perfil #forasarney no twitter. A iniciativa logo juntou um monte de gente, que sustentou e segue sustentando a história. Hoje, sem eles, nada seria possível. São escribas mambembes e redatores, publicitários, cartunistas e relações públicas, estudantes e jornalistas, além de aposentados, professores, produtores culturais, taxistas, blogueiros, entregadores de pizzas e pencas de desempregados. Pessoas das mais bacanas, todas espalhadas nas distintas e divididas partes do nosso glorioso Brasil varonil! Até agora, é bom que se registre, não rolou a participação de partidos políticos, sindicatos, ongs e outras representações dos movimentos sociais. Exceto um relese de apoio ao movimento distribuído à imprensa nacional por parte da Conlutas e participação de militantes avulsos em algumas ações.

Terreno supostamente democrático
Do ponto de vista da grana, nenhum tostão caiu dentro bolso, ao contrário das acusações das trinta moedas que teríamos recebido quando trocamos a “roupa”, a interface do site antigo pro novo figurino que está no ar. O nosso movimento nasceu e continua independente e luta contra o presidente do senado, pelo fim do próprio Senado e, por isso, se bate contra o governo Lula e os partidos que o sustentam, sem falar na estrutura sindical e estudantil, que viraram meros apêndices do Palácio do Planalto. Nossa luta se dá no terreno da quarta maior democracia do planeta, que ainda mantém entulhos como Sarney e família e, ao mesmo tempo, alimenta uma camada de CCs pra nos combater, pra espalhar que somos loucos e pró PSDB, entre outros desatinos.

Penúria e paciência
Um repórter de polícia de um diário de Porto Alegre disse, sem receios de ser taxado de pernóstico, que o movimento #forasarney seria uma espécie de sanga de fim verão resistindo à invasão das águas da bacia amazônica na primavera.  No início do século passado, um revolucionário russo escreveu que para fazer a revolução era preciso três coisas: paciência, paciência e paciência. Mais tarde, um outro russo acrescentou mais três: dinheiro, dinheiro e dinheiro. De todo modo, Luxa caiu e arrumou um novo emprego lá no Santos. Já Sarney, segue no Senado, graças ao apoio do presidente corintiano, que faz de tudo pra se manter no Poder. Inclusive indicar uma com jeitão de cruzeirense pra sua sucessão. De outra parte e ao contrário do futebol, a natureza é incontrolável. Uma sanga pode-se transformar rapidamente num grande oceano, depende da chuva.

Palavras ao vento
Um integrante do movimento e fã dos Ramones alfinetou que gostamos mesmo é de falar e escrever muito. Nada de rua e mobilização. Talvez ele tenha ela tenha um pouco ou total razão. É preciso reafirmar que o movimento nasceu e prosperou por conta da indignação e das idéias postadas na rede. Elas brotam e se propagam exatamente no mundo virtual, REPETINDO, onde tudo começou. E não começou exatamente com a gente, bem antes já pululavam protestos contra Sarney na web. O nosso endereço apenas canalizou essas iniciativas e serviu de palco e deu um norte para distintas e tantas ações. Assim, alimentados pela sucessão de escândalos que a toda hora vinham à baila e pelo crescimento da audiência na Web, foram realizadas diversas manifestações públicas, na web e nas ruas, em diferentes momentos e em distintas cidades, culminando em passeatas/protestos simultâneos nos dias 15 e 29 de agosto e, agora, no feriado de 7 de setembro.

Virtual e analógico

Não cabe aqui quantificar o número de participantes nessas ações de ruas. O importante nesse momento é mirar a heterogeneidade do movimento, expressa nos extratos sociais, culturais e posicionamentos políticos dos mais amplos e distintos. Muitos, sem familiaridade com a rede, apelam e engajam filhos, netos e sobrinhos, para seguir acompanhando via Web. Também estão juntos na luta muitos grisalhos que lutaram e ajudaram a derrubar a ditadura militar, participaram da campanha pela Anistia e se bateram contra a Carestia, sem falar nas Diretas Já e, mais recentemente, o Fora Collor, pra citar alguns momentos. Elas representam gerações diferentes, que construíram movimentos sociais sem computadores, mas sempre apoiados em estruturas políticas orgânicas, como os partidos políticos, sindicatos, entidades estudantis e outras formas de organização social, a maioria delas, por sinal, hoje não estão envolvidas no #forasarney. Em recente ação, um representante de uma dessas gerações disse em tom de segredo: “não podemos contar muito com eles, esse pessoal ai só que saber de ficar na frente do computador”, ao ser referir a um grupo de meninos e meninas do Orkut. Ele ignorava por completo que aquela turma, com apenas um enter, seria capaz de atingir um número muito maior de pessoas do que com a distribuição de milhares e milhares de panfletos.

Conflitos e entendimentos
O que quero dizer com isso? Conflitos. Conflitos de gerações e conflitos no modo e no jeito de se apropriar das ferramentas disponibilizadas pelas novas tecnologias. Não podemos perder das vistas que diferentes comunidades estão participando do nosso movimento de forma espontânea e independente. No passado recente, as pessoas no Brasil e na América Latina, tinham que ser a favor ou contra a ditadura militar. Não tinha meio termo. Hoje, a pessoa pode apoiar o #forasarney e o Greenpeace, participar de protestos por e-mail e se considerar um emo de Uruguaiana ou uma punk da Bahia. As novas gerações operam com a manchete do dia, mesmo que tosca, suja e cruel. Já o pessoal do passado, ainda que não dominem o Photo Shop, preferem retocar imagens, texto e táticas políticas que, muitas vezes, não cabem mais no presente. Ao contrário das ruas, na web, a fila anda muito rápido.

Pedras e troca de figurinos
Logo que mudamos a “roupa” do site e adotamos um novo figuro pra responder as novas demandas, recebemos pedras e pedras de críticas. Algumas duras no conteúdo e outras carinhosas nas reclamações. Quando compreendemos que se tratava de um conflito entre o mais novo da web com o ex-mais novo na web, a coisa foi sendo resolvida na boa. A mudança no guarda-roupa serviu também pra confirmar que estamos vivendo um conflito entre as ações na web e as atividades de ruas programadas na web. Na maioria dos casos, ações são executadas por galeras com pouco o quase nada de experiência com mobilizações de ruas. O conflito, no entanto, é positivo e pode ajudar no avanço do movimento. A questão chave é como motivar os internautas a ganharem a ruas e participar das mobilizações? Como vamos operar essa unidade? Por sinal, um tripé: a unidade entre os participantes da web com o pessoal do fone/celular, mais os grupos que usam o panfleto e o jornal impresso como instrumentos de propagação de idéias e organização coletiva. Tudo dentro do respeito com cada grupo social e absolutamente bem encaixado naquela máxima dos comunas: tirar de cada um de acordo com suas possibilidades e dar para cada um de acordo com suas necessidades.

Clarins perfilam vanguarda
Entre todas as galeras citadas, há milhares de jovens e antigos descontentes-ativistas-militantes, virtuais e analógicos, todos prontos para arrancar literariamente um a um os pelos do bigode do coronel do Maranhão. Agora, por alguma razão, muitos ainda não enxergam no nosso movimento um grande potencial de mobilização (infelizmente), mas nos admiram. Talvez, quem sabe, por nos considerarem uns gauleses irredutíveis. De outra parte, estamos seguros que se houver do povo o brado retumbante e as coisas forem para as tais vias de fato, estejam certos, como já mostrou a história, que as massas exploradas e oprimidas, “haverão de acudir ao chamado marcial dos clarins e se perfilarão na vanguarda dos soldados voluntários da grande peleja pela transformação do Brasil”, no dizer de um uspiano. Mas, para isso, será preciso muito mais do que entusiasmos, muito mais do que rebuscadas palavras atiradas ao vento. Será preciso haver multidões mobilizadas nas ruas, greves gerais, ocupações em massa e tantas outras coisas que pululam na imaginação daqueles que acreditam que a vida só pode ser bem vivida se for sem exploração econômica e sem qualquer tipo de opressão.

Rebeldia e transgressão
Para alguns, as ações do movimento #forasarney tiveram adesão modesta e passaram a se perguntar como reproduzir o mesmo sucesso da campanha na internet para as ruas. A pergunta deve ser colocada dentro de um contexto: nosso movimento é inédito. Talvez seja a expressão de um fenômeno, já que, pela primeira vez, estamos travando uma luta social e política pela internet. Até agora, não foi difícil constatar que os internautas, de modo geral, acham as ruas lindas……..na tela do computador. Vivem e pensam assim e constituem uma mistura danada de bacana no mundo virtual. Tem de tudo: jovens, adultos, trabalhadores, aposentados e até vagabundos que vivem do dinheiro da mamãe, assim como gente tipo leite B, C e D, além de guris e gurias, pessoas de diferentes extratos sociais, econômicos e culturais. Por isso, as formas das ações e protestos rolam diferentes em cada galera. Ai é que reside parte da beleza dessa ferramenta chamada internet. Ela permite e abriga essa misturada danada de divertida, cujo lema central é o exercício da liberdade. A liberdade quase que total e, como tal, quase que totalmente voltada para a transgressão e para a rebeldia. Não pode haver preconceitos. A rede é livre e tem lugar pra todo mundo. O orkut é uma coisa, twitter é outra, pessoal do faceboock e do msn também…..e por aí vai. Cada um cada um. Por isso, devemos mirar de forma diferente para cada uma delas e, principalmente, respeitar suas decisões e, digamos, o seu modo de tocar as ações de protesto e de ver e levar a vida nas ondas da rede mundial dos computadores. Vale o mesmo para cada cidade ou localidade, no plano físico/analógico. Da mesma forma, não podemos estabelecer regras ou normas pra complicar a participação do usuário e sua vida na navegação do site e nas manifestações de rua. Nosso grito deve continuar sendo de força e unidade pelo #forasarney. Se a pessoa quer protestar sozinha, lá numa cidade equidistante das capitais, ela que o faça. Mas, seguramente, ela irá pra rua sabendo que terá o nosso apoio total e irrestrito.

Desejos e hostilidades
Sociólogos de esquerda dizem que as pessoas só vão às ruas a partir das necessidades imediatas e não pela avaliação ou idéia que possam ter de um governo ou sistema de organização da sociedade. Em outras palavras, as massas se movimentariam pela barriga e não pelo cérebro. Recentemente, pesquisa Datafolha mostrou que 74% da população quer o afastamento de Sarney. Apesar do espantoso percentual de rejeição, poucos consultados aderiram ao nosso movimento e raros foram os que atenderam o brado da voz rouca das ruas, tão comentados nos posts do site. Muitos, no entanto, chegaram a acreditar que massas e massas ganhariam as ruas no dia 7 de setembro. Eram os analógicos com desejos virtuais. Relatos dão conta que integrantes do nosso movimento, por exemplo, chegaram a hostilizar pessoas que não sabiam quem era José Sarney. Ao invés de conquistar, passou a agredir. No caso, é desnecessário dizer quem é o impaciente, ou o ignorante.

Entre blogs e barricadas
O protesto via internet é a mais nova forma de manifestação da população oprimida. Na China e no Irã, para citar dois exemplos recentes, as pessoas foram às telas dos computadores, driblaram a censura e mostraram ao mundo o que de fato se passava nos seus países. Fernando Castro, jornalista e colaborador do nosso movimento, assinalou que o atual presidente dos Estados Unidos, muito antes de ser eleito, montou uma rede meticulosamente articulada entre web sites, páginas no Orkut, Facebook, MSN, e outros portais de relacionamentos, e transformou sua campanha eleitoral num “evento pop de repercussão mundial”. Só que, para a turma apressada e angustiada que quer mostrar seu valor, é bom lembrar que Barack Obama levou TRÊS anos pra montar sua rede. Nós ainda não completamos TRÊS MESES de movimento. Fica claro que a internet pode se transformar num lança chamas ou num poderoso tanque, capaz de disparar mísseis bitinizados pra lá de mortíferos. Só que é preciso conter angústias, trabalhar com unidade, força e muita paciência. Ao contrário da revolução nas ruas, as transformações na web voam, mas, muitas vezes, em velocidade bem diferente daquela projetada pelos nossos corações e mentes.

Foco na rede
Nosso “sucesso” e a visibilidade da luta pelo #forasarney, se deram muito mais por conta do que produzimos na internet, e não pelo que fizemos nas ruas. Nesse momento, o centro de nossa atividade deve continuar sendo a web. Bolar coisas e lousas e sempre que possível combinar com ações de rua. A internet é uma ferramenta nova e precisa ser aperfeiçoada, sobretudo pra melhorar a mira. Um poema do Paulo Leminks diz que “em la lucha de clases, todas las armas son buenas, piedras, noches e poemas”. O #forasarney na web é mais uma delas e quiçá, o elo entre as distintas comunidades da rede mundial de computadores que querem mudar o Brasil.

É isso ai! Valeu
Força e Unidade
#forasarney

Moah Sousa / Da Comissão do Movimento #forasarney de Porto Alegre

Mande o seu Fora Sarney

11 Fora Sarney!

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  1. 11
    Alex Pereira Diz:

    Por quê, não estou conseguindo acessar a proposta do RGSpesquisador para o movimento?.

  2. 10
    RGS(pesquisador) Diz:

    È óbvio,sem dedicação,união e colaboração(até financeira).Não será possível mudar a história da politíca nacional – No tocante ao combate decisivo á CORRUPÇÃO!.

  3. 9
    RGS(pesquisador) Diz:

    Além do citados meios de conseguir legalmente(e assim deve ser sempre),recursos para a missão de combate pleno á CORRUPÇÃO, no país.Poderia abrir uma conta no Banco do Brasil, ou outro estabelecimento de igual porte – Para quem quisesse contribuir, com qualquer quantidade em dinheiro,pudesse fazer o depósito em moeda corrente nacional.Com a condição de que, todos os contribuintes ficassem de alguma forma(confiável), a par do total dos valores arrecadados e da sua aplicação.Quem tiver uma idéia melhor – Gostaria de contata-lo ou contata-los a respeito.

  4. 8
    Moah Sousa Diz:

    Hola
    alevulgare, as vezes, na pauleira, deixamos de fazer coisas aqui e ali. mas, estamos por cá sempre, 24 horas por dia. Continue nos alertando. Valeu!!!
    abs

  5. 7
    alevulgare Diz:

    Moah !! Desde o dia 22/09 não é atualizado e tem 4 posts pendentes !!!

  6. 6
    alevulgare Diz:

    O Globo – 36,8% dos jovens entre 18 e 24 anos possuem ensino médio completo http://vai.la/jJC

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